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Peculato: Defesa de Servidores Públicos Acusados

Dr. Carlos L. Oliveira14 de ago. de 20252 min de leitura
Peculato: Defesa de Servidores Públicos Acusados

O Crime de Peculato e a Proteção do Patrimônio Público

O peculato (art. 312 do Código Penal) é um crime próprio de funcionário público. Ele ocorre quando o servidor se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou o desvia, em proveito próprio ou alheio. É o crime da corrupção que envolve o desvio de bens públicos. A defesa de um servidor público acusado de peculato é complexa e exige a comprovação do uso lícito dos recursos ou a reparação do dano.

Modalidades de Peculato e Teses de Defesa

  • Peculato-Apropriação: O servidor se apropria do bem. A defesa pode focar em provar que não houve apropriação definitiva (*animus rem sibi habendi*).
  • Peculato-Desvio: O servidor dá ao bem uma finalidade diversa da prevista. A defesa pode argumentar que o desvio, embora irregular administrativamente, não teve o fim de gerar um proveito para o servidor.
  • Peculato Culposo: Se o servidor, por negligência, concorre para que outro cometa o crime. Neste caso, a reparação do dano antes da sentença definitiva extingue a punibilidade.

Problemas Legais ?

A Restituição como Atenuante

No peculato doloso, a reparação do dano antes do recebimento da denúncia funciona como causa de arrependimento posterior, podendo reduzir a pena. "A restituição do valor desviado é sempre a melhor estratégia de defesa quando a prova da autoria é forte. Ela demonstra a boa-fé do acusado em reparar o erro", aconselha Dr. Oliveira, advogado especialista em crimes contra a administração pública.

A Assessoria Jurídica na Defesa do Servidor

A assessoria de um advogado é crucial para a defesa do servidor público. Ele irá analisar as provas, buscar a desclassificação para a modalidade culposa e orientar sobre a importância da reparação do dano. "O trabalho do advogado é garantir uma defesa técnica que proteja não apenas a liberdade, mas também o cargo e a reputação do servidor", conclui Dr. Oliveira.


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